10ª Viagem of the World
Participantes: Husky e Fafabiânus.
Havíamos finalmente chegado ao Starbar por volta das 21 hrs…estava meio frio, meio úmido, varias poças d’água no chão, mas nada que nao fizesse um sentido meio insano de voltar a acampar no local onde praticamente tudo começou.
Arrumamos nossas coisas, jogamos a mochila nas costas e fomos em direção a pedra partida, trilha já costumeira para Husky, mas nem tanto para Fafabiânus que levava em mãos os bastões mágicos que auxiliavam em sua caminhada.
Bem verdade que a trilha a noite foi a única coisa que dificultou um pouco, porque lanternas de 10 conto nao iluminam quase nada e anos e anos de CAD nos tornaram sedentários o bastante pra uma trilha de 20 minutos ser feita em 30…mas tirando isso, não há nada muito relevante para contar…
Chegando a base do melhor do ponto de acampamento jamais visto em todas as nossas andanças, talvez só comparado com o local onde acampamos no primeiro dia da Serra Fina, armamos a barraca, fizemos a já tradicional mistureba de sopão e calabresa e fomos a pedra partida a noite ver as estrelas…
Acho que todo santo acampamento nós paramos pra contemplar as estrelas justamente por causa desse lugar onde seis anos antes havíamos acampado e descoberto o céu em sua verdadeira forma…e mesmo depois de tanto tempo e tantas estrelas observadas a sensação de fascínio ainda persiste e daquele ponto ainda existem milhões de estrelas cadentes sedentas por pedidos idiotas que bem verdade algumas vezes se tornaram realidade…
Frio, um poço de cansaço pela correria e o acordar cedo nos levaram de volta pra barraca onde capotamos e só acordamos perto das 6 horas da manhã e corremos pra mais um vez no mesmo lugar vislumbrar um belíssimo nascer do sol…
Ficamos um bom tempo apreciando o sol, até porque estava bem frio e quanto mais tempo passava mais ele nos aquecia, mas já sentíamos que era hora de voltar para casa…arrumamos nossas coisas e levantamos acampamento!
Aqui é preciso dizer que depois de trilhas e trilhas e trilhas, Husky não se lembra de ter capotado em nenhuma delas, nenhum arranhão ocasionado por torcer o pé ou coisas do tipo, mas eis que utilizando o bastão mágico do Fafabiânus, finalmente, depois de 10 viagens e trilhas, ele finalmente capotou…
O bastão mágico nos auxilia a distribuir o peso do corpo no chão, diz a lenda que quando você se acostuma com ele, principalmente se tiver usando dois você praticamente cria mais duas pernas de tão bom que o negocio é, mas no caso, Husky capotou porque o bastão mágico escorregou na terra e ele bateu de frente com o joelho numa pedra…dor…muita dor…mas felizmente ficou só na dor…
Então, depois de alguns deslizes finalmente chegamos ao carro abandonado no estacionamento do Starbar e felizmente o carro ainda estava por lá…começamos então a armar nosso café da manhã!
Tudo ocorria tranquilamente, usávamos facões pra abrir achocolatados prontos, fogareiro para esquenta-lo, guaraná era tomado logo de manhã, nossa comida estava sendo degustada com refinamento e do nada aparece um cara numa Honda Biz vindo em nossa direção…
Quando o cara apareceu no horizonte com sua tradicional cara de malandro Husky já pensou que poderia dar merda, afinal, estávamos longe do centro da cidade, quem estava com ele era o pobre Fafabiânus que entra como o amigo do cara de sapatos na piada do leão, que pode ser traduzida no seguinte: dois caras estavam caçando na savana africana quando vêem um leão cercando eles, os dois descalços pensam no que fazer…foi quando um deles tira o sapato da mochila e começa a calçar quando seu amigo o pergunta “cara…você acha que vai correr mais rápido que o leão!?” quando seu amigo responde “mais que o leão eu nao vou nao…mas mais que você com certeza eu vou!”.
Sendo assim o cara se aproxima da gente e nosso café da manhã sendo esquentado e preparado e começa a fazer um monte de perguntas idiotas como “da onde vocês são!?” “o que estão fazendo aqui?” “esse carro é seu!?” “estão sozinhos?!” “estão no hospedados no Starbar!?” e por ai vai…
Tudo era respondido de forma lacônica e direta, nao queiramos papo com ele e torcíamos para ele dar no pé logo…foi então que Husky, cansado de tanta enrolação resolve agir…ele levanta e vai até o porta-malas do carro que esta aberto e começa a procurar os bastões mágicos do Fafabiânus, afinal, eram dois contra um, e os bastões mágicos poderiam ajudar muito naquela situação…
Foi ai que do nada o cara foi embora e ficamos aliviados, mas logo Fafabiânus encontrou o motivo: ele nao parava de olhar para as suas pernas, e eis o que estava entre as pernas de Fafabiânus:
Um belo facão usado para abrir achocolatados prontos…foi então que ficamos aliviados, terminamos de comer e partimos rumo a cachoeira do Roncador em São Francisco Xavier…
Até aqui, as verdades máximas sobre esta viagem são as seguintes:
- Nem um pouco retardado utilizar facões pra abrir Toddy pronto!
- Engraçado que provavelmente nem utilizaríamos o facão caso precisássemos porque o Fafabiânus só se deu conta depois que o cara foi embora que o facão estava entre suas pernas!
- Uma das coisas que o cara nos disse era que nao era mais permitido acampar na Pedra Partida, o que achamos ridículo!
Husky

























