12ª Viagem of the World
Participantes: Husky, Fafabiânus, Salvador?! e Japa Loko,
31 de dezembro de 2009, o que você estava fazendo?
Bons tempos aqueles em que não nos preocupávamos tanto com chuvas…
Era algum dia de meados de dezembro, Husky estava em sua casa olhando o teto e pensando no final de ano em meio a conversas no msn, sempre se questionando sobre o que deveria fazer no ano novo, afinal, o trabalho iria lhe sugar todos os dias do final de ano, tendo folga somente no dia 31, logo, não tinham muitas opções validas de viagens ou eventos marcantes em sua cidade natal que fossem dignas de notas e historias para contar aos seus sobrinhos e filhos destes sobrinhos.
Foi quando olhando fotos antigas de viagens as montanhas franciscanas que teve a idéia aparentemente idiota de ir acampar no Pico Selado em Monte Verde, afinal, o Pico Selado tem uma vista de 360° do Vale do Paraíba e praticamente todas as cidades do Vale tem queima de fogos, logo, de cima do Pico Selado poderíamos ver praticamente um show de fogos que seria o mais marcante em muitos anos e realmente digno nota para seus sobrinhos e filhos destes…
Então animado com a idéia aparentemente idiota, falou primeiramente com Santiago, que estava online no msn no exato momento da idéia, no que o indigitado cidadão respondeu com um sim daqueles que você responde já sabendo que não vai dar em nada mesmo…bom, já era um começo, ao menos não iria passar o final de ano sozinho como um louco no meio do mato. Ligou então para um já arroz de festa de acampamentos, Fafabiânus, que prontamente disse que iria, afinal, não tinha plano melhor mesmo…e assim os dias foram passando…
…e finalmente o dia 30 de dezembro chegou com muitas chuvas e previsões totalmente pessimistas para a nossa viagem, já havíamos arranjado um veiculo valente e velho de guerra em nossas viagens: o fusca 1969 da Celso Ricotta Empreendimentos Sociais. Existem relatos antigos de viagens feitos nesse carro, que podem ser conferidos aqui e aqui. Ao menos com o fusca, era certeza de diversão e que não chegaríamos la vivos, segundo pais, mães e conhecidos de tal carro já envelhecido…isto porque depois de acampar em Monte Verde-MG, iríamos pegar uma estrada de terra desconhecida para Gonçalves-MG, pois iríamos visitar um grande amigo que fazia aniversario dia 1° de Janeiro e que tinha nos convidado para passar alguns dias em sua casa…
Husky saiu de seu antigo trabalho em Taubaté e foi buscar o Santiago na rodoviária, que não acreditava que estava indo passar o ano novo em um pico qualquer, mas estava animado com a idéia. A noite os dois se encontraram com Fafabiânus, conferiram todo o equipamento que iriam levar e ficaram sabendo que tinha mais um retardado a ingressar no time, um tal de Eduardo Haruo, conhecido de vista de Husky e desconhecido por parte de Santiago, mas como ele também não tinha lá muita coisa pra fazer e em sua mente não podia perder a oportunidade de tirar uma casquinha de chefe, ele prontamente atendeu o convite de Fafabiânus.
Então chegou o dia 31 de dezembro, 10:30 da manhã, todos os equipamentos já estavam no fusca 1969, todos os retardados também amassados dentro do carro devido a falta de espaço, e estávamos indo rumo primeiramente a Joanópolis, capital nacional do lobisomem, onde Husky queria comprar um cartão postal e relembrar a celebre passagem que teve por lá em 2002, além de almoçarem e terem um ultimo contato com a vida antes de irem para o meio do nada.
O Fusca agüentou bem o trajeto pela rodovia Dom Pedro I e depois pela SP-070 até Joanópolis, no caminho até lá muito rock e cheiro de gasolina, afinal, o tanque do fusca estava praticamente até cheio até a tampa e aquilo fedia gasolina dentro do carro, que também é movido a GNV.
Chegando em Joanópolis, os quatros seres sem ter o que fazer almoçaram, Husky comprou seu cartão postal e uma camisa da associação daqueles que acreditam em Lobisomem. Parou também para perguntar o melhor caminho para Monte Verde num posto qualquer da cidade, onde tinha uma placa com as estradas da região e alguns bêbados do lado da placa…como bom, ingênuo e educado moço que é, Husky perguntou aos bêbados ao lado da placa como fazer para chegar a Monte Verde, (na verdade ele sabia, mas queria encontrar um caminho que não fosse a estrada de terra que ele aprendeu a odiar e não queria passar por lá de jeito nenhum)…
Os bêbados bonzinhos e prestativos explicaram como fazer de uma maneira não muito entendível por assim dizer, no que Husky sempre perguntava de novo as coisas, até que um deles falou para seguir reto e virar no “simbol do curintias”…vai reto e vira no “simbol do curintians”…e Husky perguntava de novo, no que o bêbado desta vez bravo respondeu “NO SIMBOL DO CURINTIANSSSSSS”…ok ok..seguimos em frente…
Husky não havia notado nesta conversa direito, quando volta ao carro vê todos os caras chorando de rir dele e do bêbado…e assim ficou marcado na historia o “Simbol do Curintians” que mesmo indo reto nunca encontramos, mas que virou referencia de navegação no resto da viagem.
Saímos de Joanópolis por volta das 14hrs, pegamos a estrada de terra que não é lá essas coisas, mas que valeu a pena para treinar e reaprender a dirigir o fusca naquelas situações, afinal, fazia já um tempo que o pobre carrinho andava só no asfalto, faltava emoção na vida de todos e do carro.
Passamos pela estrada de terra com louvor, parando algumas vezes em bifurcações que Husky decidia o caminho seguindo seus instintos de navegação não muito confiáveis, mas que dessa vez deu certo e lembrou o caminho direitinho. Problemas mesmo só tivemos quando o carro não meio que atolou numa subida muito fudida, e por ter chovido um pouco antes, estava com muito barro e o carro muito pesado não agüentou subir, no que os três passageiros, Fafabiânus, Santiago e Haruo tiveram que descer e ver Husky fazer uma força no pobre fusca pra ele conseguir subir aquele barranco…achamos também que encontramos três caminhões e seus capangas roubando madeira na estrada, mas isto não temos como comprovar, mas realmente era muito estranho ver três caminhões todos fudidos, com os caras mais fudidos ainda, correndo pra cortar as arvores e jogar nos caminhões…mas enfim…
Por todo o caminho estava sol e isso nos animava, mas quando fomos chegando perto de Monte Verde-MG as nuvens foram aparecendo, não avistávamos o Pico Selado ao longe, o que era um mal sinal…todas as mães reclamaram da nossa iniciativa, dizendo que iríamos morrer com um raio na cabeça na chuva que iríamos pegar, mas como somos retardados e não muito obedientes, seguimos assim mesmo rumo ao Pico Selado e o café Platô, onde iríamos deixar o fusca.
Então, por volta das 15:30, com muita neblina no alto do morro, uma grande ameaça de chuva e algum friozin, chegamos ao nosso destino…arrumamos logo um local para guardar o carro, fizemos as gambiarras de sempre no motor do carro para que ele não ligue caso alguém o tente roubar, arrumamos nossas malas e ficamos com uma duvida…iríamos mesmo deixar nossas malas para Gonçalves-MG no carro?
Husky estão teve uma idéia meio descarada…já que o café Platô, um café que fica bem na entrada da trilha para o pico estava aberto, ele foi conversar com a dona do café para ver se ela deixava, nós pobres coitados num fusca, guardar nossas malas no próprio café, afinal, Husky ficara sabendo que o café iria abrir dia 1°…e assim foi Husky conversar com a dona do café, mas acabou mesmo foi conversando com a Raquel, uma das atendentes do café e filha da dona, que muito simpática e prestativas, aceitou guardar nossas coisas…
E assim, com tudo arrumado e mochilas nas costas, nos despedimos de todos e do fusca e começamos a fazer a trilha para o Pico Selado…a trilha foi o de sempre, 30 minutos muito chatos no inicio, mas que dessa vez tinha o agravante de estar totalmente molhada e com muita neblina, mas nada que não passássemos com maestria por ela chegando então no Platô, onde um dia no passados, tiramos e tivemos um dos momentos mais marcantes de todas as nossas viagens…um mar de nuvens com o Husky cantando Beautiful Day do U2 como um retardado no meio das pedras…
Paramos para descansar um pouco e tirar umas fotos, mas logo retomamos nosso caminho rumo ao Pico Selado…na trilha, muita lama e água e poucas pessoas…mas as poucas pessoas que encontrávamos eram umas gostosas que realmente nos deixavam pensativos sobre o que nos estávamos fazendo ali…e no meio do caminho, parávamos para tirar fotos e gravar uns vídeos…
A trilha até o Pico Selado demorou no total pouco mais de 1 hora e meia, não foi muito cansativa, mas foi meio chata de fazer devido ao mar de barro e água que encontrávamos no caminho, alem da neblina também chata que nos negava a vista do alto das pedras…
Foi então que por volta das 18 hrs chegamos ao nosso destino e depois de um breve descanso, começamos a montar o acampamento e a fazer o já clássico chá mate.
E assim o tempo foi passando no alto da montanha, nos perdemos no tempo jogando baralho com Santiago e Husky ganhando tudo, e Haruo sempre sendo o cu no presidente…por volta das 22hrs começamos a preparar a nossa ceia de ano novo, um sopão com calabresa que demorou mais de 1 hora para ficar pronto…veio então meia noite, fogos estourando por todos os lados, mas nós não tínhamos visão nenhuma por causa da neblina, somente ouvíamos os fogos por todos os lados, mas apesar disso ser meio frustrante, não deixamos de estourar o champanhe (ou o néctar de pêssego, já que Husky não bebe) e ficamos jogando papo pro alto até pouco perto das uma e pouco da manha, quando resolvemos descansar e acordar cedo para ver o nascer do sol, que perto das 6 da manha acabamos por não ver nada, afinal, a forte neblina persistia no alto da montanha…essa mesma neblina nos impediu de ver o por do sol, o mar de estrelas e a revoada dos morcegos…mas branco era tudo que iríamos ver ainda por um bom tempo…
Por volta das 7 horas começamos a desarmar acampamento e quando terminamos de arrumar nossas coisas começou a cair o pé d’água…mas o retorno ao café platô e a segunda parte desta jornada fica para a segunda parte…
Até aqui, as verdades máximas sobre esta viagem são as seguintes:
- O Lobisomem de Joanópolis pegou no saco do Fafabiânus;
- Não existe “Simbol du Curinthians” na estrada de Joanópolis-SP para Monte Verde-MG;
- Não existe carro como o fusca;
Husky



















